Holanda e EUA posicionam-se contra a permissividade da maconha Milton Corrêa da Costa.

Na recente reunião de Cúpula das Américas, em Cartagena, na Colômbia, dias atrás, o presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou em entrevista ao jornal colombiano El Tiempo que não pretendia discutir a descriminalização das drogas, um dos temas que líderes de outros países trouxeram para a reunião.“Acho que um melhor uso do nosso tempo na cúpula é nos concentrarmos em nossas responsabilidades mútuas. Como presidente, tenho deixado claro que os Estados Unidos aceitam nossa parte na responsabilidade com respeito à crise, que tem sua raiz na demanda por drogas. Os Estados Unidos não vão legalizar nem descriminalizar as drogas, uma vez que fazê-lo teria graves consequências negativas em todos nossos países, em termos de saúde e de segurança pública”,disse o norte-americano, para quem a descriminalização não combaterá o crime organizado internacional. Obama defendeu parcerias no combate às drogas. Citou acordo firmado entre Brasil, Bolívia e Estados Unidos, para restringir o cultivo de coca, classificando-o como “o tipo de colaboração que necessitamos”. Por sua vez a justiça da Holanda, acaba de manter um lei que proíbe, já em algumas cidades, a venda de maconha em coffee shops para turistas estrangeiros. Tal norma deverá ser estendida ao restante do território holandês até 2013. A orgia das overdoses de drogas pesadas, iniciada pela escalada da cannabis, com dependentes caídos pelo chão – muitos são estrangeiros- com seringas ainda espetadas em suas veias, não fez bem às autoridades e aos holandeses não dependentes. Uma experiência até aqui duvidosa. Sem dúvida dois posicionamentos duros e claros contra a chamada corrente progressista das drogas que luta pela descriminalização e legalização de drogas no mundo, a começar pela liberação da dita “inofensiva” maconha. A Comissão Global de Política sobre Drogas, encabeçada por diversas personalidades, ex-chefes de estado, estudiosos e intelectuais, pretendem a mudança radical no conceito da guerra às drogas, em prol de uma política de redução de danos a dependentes e usuários, reduzindo, como garantem, o poder do tráfico, sua violência decorrente, a corrupção policial e os altíssimos gastos com a repressão, numa política que consideram, até aqui, fracassada e derrotada. Ou seja, o número de mortos na guerra contra o tráfico cresceu e a expansão do consumo também, mormente com relação às drogas sintéticas, alegam. A grande questão é que quando o assunto é drogas não há verdades absolutas e acabadas. O tema continua sendo extremamente polêmico. Não se sabe ao certo se uma política permissiva seria mais vantajosa ou se a emenda seria pior que o soneto. A alegação de que o estado não tem o direito de intervir sobre a decisão de usar e dispor o corpo da maneira como cada um convier e que a droga provoca simplesmente uma autolesão é controversa. E os custos sociais do uso da droga? E a lesão causada na família dos dependentes? Quanto é que os governos gastariam numa política mais permissiva com as overdoses, com as comunidades terapêuticas e unidades de acolhimento para recuperar, as vezes momentaneamente, dependentes de drogas? São perguntas que precisam ser respondidas. Plantar e cultivar a cannabis nas próprias residências, para consumo de usuários, seria um bom exemplo para os filhos? Já não bastam os males

causados pelo álcool e o cigarro, drogas lícitas? E os traficantes, deporiam seus arsenais de guerra com a implantação do comércio legal de drogas? Há alguma garantia de que isso ocorra? Nesse contexto, extremamente polêmico, aqui vale ressaltar o depoimento lúcido e realista da presidente Dilma Rousseff, quando ainda candidata ao cargo, em 2010, ao ser indagada sobre seu posicionamento com relação à descriminalização de drogas. A presidente disse: “Descriminalizar drogas é um tiro no pé. Num país de 60 milhões de jovens é complicado”. O ator Carlos Vereza lembra, por sua vez, que a maconha contém, entre outras substâncias tóxicas, o benzopireno, que é altamente cancerígeno. Seu princípio ativo, o tetrahidrocanabinol (THC), aumentou em mais de 70% seu percentual de toxicidade desde a década de 70, explica. Vereza afirma que a liberação da maconha iria empobrecer e abastardar ainda mais o país que perdeu o rumo de

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uma história moderna, que segundo Gilberto Freire os senhores das senzalas brasileiras eram coniventes com o consumo da maconha pelos escravos porque assim ficavam mais tranquilos, amotivados e inaptos para a rebelião. Vereza afirma ainda que a liberação aumentará em muito o consumo. Concordo plenamente. Por outro lado, uma pesquisa desenvolvida tempos atrás, pela Universidade Federal de Ciências de Saúde de Porto Alegre, afirma que a maconha é uma porta aberta para o uso de cocaína e de crack no país. Segundo o levantamento, 49% dos usuários de entorpecentes que ligam para o serviço sobre drogas da universidade dizem que começaram a consumir as ilícitas através da maconha e, depois, foram para as mais pesadas. “Eles (usuários da maconha) dizem que é um processo natural. Quando usam a maconha, têm maior facilidade em adquirir o crack ou a cocaína. Não significa que se tornarão consumidores frequentes de drogas mais pesadas, mas acabam experimentando” diz a professora Helena Barros, coordenadora da pesquisa. Ou seja: se liberar a maconha em farmácias o traficante permanecerá no mercado negro oferecendo a chamada venda casada, como por exemplo, maconha e crack num só pacote. Ressalte-se ainda que considerada substância psicotrópica leve, a maconha dá a falsa sensação de não fazer mal à saúde. A professora Helena Barros explica os seus malefícios: “Quem planta maconha usa cada vez mais pesticidas e agrotóxicos para que planta cresça cada vez mais. Na fase do preparo ainda são inseridos ouros insumos. Em geral o consumo da maconha é feito com bebida alcoólica e em grupos. Os usuários, segundo a pesquisa, dizem que fumam maconha com o objetivo de relaxar. Quando querem maior disposição física, preferem cocaína e/ou crack” diz. Ou seja: procuram a mesma disposição física dos caminhoneiros ao consumirem o‘rebite’, para retardar o sono, mas cujo uso muitas vezes é causa de tragédias em estradas e rodovias pelo efeito colateral do esgotamento físico e sonolência. A grande realidade é que a descriminalização e legalização de drogas é tema extremamente discutível. O certo é que nenhuma lei pode contribuir para a criação de uma legião de drogados, amotivados para a vida. O uso da droga transforma, em sua maioria, pessoas produtivas em indolentes, inconsequentes e irresponsáveis, cidadãos em párias. O caminho da felicidade não inclui a perigosa dependência às drogas. O caminho da busca dos estados alterados de consciência é falso e o relato da experiência negativa do astro internacional do cinema Brad Pitt, com o uso da maconha, diz tudo:” Eu tinha nojo de mim no fim dos anos 90. Eu me escondia da fama e fumava muita maconha. Ficava sentado no sofá vegetando. Então me toquei e pensei: Por que estou agindo assim? Sou melhor que isso”, disse. Que tal relato sirva de exemplo para a sadia juventude brasileira. Drogas não agregam valores socias positivos. Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro FONTE: http://www.antidrogas.com.br/mostraartigo.php?c=3217&msg=Holanda%20e%20EUA%20posicionam-se%20contra%20a%20permissividade%20da%20maconha%20Milton%20Corrêa%20da%20Costa

  1. alfredo luiz da silva Responder

    Concordo com tudo o que foi dito. Sou policial militar e acho que a legalização das drogas seria um retrocesso, ainda bem que existem pessoas que pensam como eu e essa sandice de liberação ainda não foi concretizada.

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